Otaku
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Mangás e animês |
|---|
| Mangá |
| Mangaká • Tankōbon Film comic La nouvelle manga Mangá original em inglês |
| Animê |
| História Animação influenciada por animês • Filler • OVA • Seiyū |
| Públicos |
| Kodomo • Shōjo • Shōnen Josei • Seinen • Gekiga |
| Gêneros |
| Mahō shōjo • Mecha • Harém Ecchi • Hentai (Yaoi • Yuri Futanari • Shotacon • Lolicon Toddlercon) |
| Termos |
| Bishōjo • Chibi • Fan service Gaiden • Kawaii • Light novel Mahō shōnen • Moe (antropomorfismo • Kemonomimi Nekomimi) • Super deformed Omake • Tsundere • Yonkoma |
| Listas |
| Mangás • Animês (ecchi • Mangaka • Seiyū Convenções • (no Brasil) Editoras • Estúdios • Revistas |
| Fãs (otaku) |
| Anime Music Video Convenções • Cosplay Dōjinshi • Fansub • Fujoshi OS-tan • Scanlation |
| Portal Animangá |
Otaku (おたく?) é um termo usado no Japão e outros países para designar os fãs de animes e mangás. Entretanto, no Japão, o termo pode ser utilizado para designar um fã de qualquer coisa em um grande excesso.
O termo "Otome" como muitos pensam, não é o feminino de Otaku. Otaku é um termo usando tanto para homens como para mulheres.
No Japão[editar | editar código-fonte]
A palavra otaku em japonês é, originalmente, um tratamento respeitoso na segunda pessoa (お宅? lit. seu lar).
O humorista e cronista Akio Nakamori observou que a palavra era muito utilizada entre fãs de animes e a popularizou por volta de 1989, quando a utilizou em um de seus livros. Este livro, M no jidai descrevia um assassino em série que se descobriu ser obcecado por animes e mangás pornográficos, e que recriava as histórias estuprando jovens garotas. A história foi inspirada em um assassino real, Tsutomu Miyazaki. Na época, criou-se um grande tabuem volta do termo e ele passou a ser usado de forma pejorativa para designar qualquer indivíduo que se torna obcecado demais em relação a um determinado assunto.
Com o tempo, surgiram diferentes "grupos" de otaku, que se identificavam de acordo com seus interesses em comum. Algumas delas são:
- anime (animação japonesa)
- mangá (histórias em quadrinhos)
- pasokon (computadores)
- gēmu (videogames)
- tetsudō (miniaturas, como trens de brinquedo)
- gunji (armas e coisas militares)
- auto otaku ou jidosha otaku (carros, em especial os kei-jidosha e demais modelos destinados ao mercado interno japonês)
No Ocidente[editar | editar código-fonte]
Nos Estados Unidos, o termo chegou em 1992 com o anime Otaku no Video (uma mistura de anime e documentário que mostrava a vida dos vários tipos de fanáticos em animação na época) e foi difundido pela revista informativa Animericacomo um termo para identificar indivíduos fanáticos como aqueles retratados na animação supracitada. O termo otakupassou a ser usado de forma pejorativa, designando aqueles que são totalmente fanáticos por um elemento dessa subcultura — no caso, animação e quadrinhos japoneses. O termo foi se popularizando conforme os animes se popularizaram, e graças à Internet, o termo se espalhou pelo mundo, e pouco a pouco seu sentido foi modificado conforme se espalhava.
Mesmo que em muitos países o termo otaku seja usado como sinônimo para fã de animês e mangás, em muitos lugares ainda se utiliza o seu significado original, como por exemplo, na Austrália. É necessário certa cautela quanto ao uso do termo, pois a multiplicidade de sentidos que ela possui pode gerar conflitos desnecessários.
No Brasil[editar | editar código-fonte]
Este termo foi primeiramente introduzido no Brasil provavelmente pelos membros dacolônia japonesa existente no país, mas ficou restrito às colônias e ao seu sentido original (o tratamento respeitoso na segunda pessoa, literalmente sua casa ou sua família). Porém, o sentido mais novo foi introduzido na época da "explosão" dedekasseguis, ocorrida no final da década de 1980, quando o termo já havia adquirido seu sentido pejorativo e o fluxo de dekasseguis do Brasil para o Japão se intensificou.
Porém, a popularização do termo, e em certa medida até mesmo dos animes e dosmangás no país se deu graças a primeira revista especializada de animes e mangás no Brasil — a Animax. Em tal revista utilizou-se provavelmente pela primeira vez a palavra otaku no mercado editorial brasileiro para agrupar pessoas com uma preferência por animação e quadrinhos japoneses. Como pôde ser percebido mais tarde, o significado original do termo e a visão pouco favorável que a sociedade japonesa tinha dos otaku não foi citada: o termo fora citado na Animax como sendo somente um rótulo utilizado por fãs de animes e mangás no Japão, e este foi o estopim da grande polêmica.
A omissão de explicações precisas sobre o termo e a posterior popularização de seu sentido já distorcido teve repercussões logo de início: fãs de animes mais velhos e membros da comunidade japonesa que conheciam o sentido original do termo otaku antes da popularização do mesmo foram os primeiros a protestar contra a popularização da distorção do significado da palavra, sendo prontamente rotulados de antiotakus, por supostamente "transformar o termo em algo pejorativo". As discussões sobre o termo dentro da comunidade de fãs de animes se iniciaram, sendo esta a primeira possível polarização aceitável como tal dentro da comunidade: muitos membros se denominavam como "fãs de animes" em tentativa de escapar do rótulo de otaku, por saberem do significado pejorativo que a palavra carrega e admitirem tal significado como o correto; enquanto outra parte se denomina prontamente como otaku e prega que não há sentido pejorativo na palavra.
As discussões continuam até o momento presente, em locais que vão desde fóruns especializados em animes e mangás a comunidades no Orkut, mostrando ainda um traço de polarização em relação ao termo sem que se chegue a uma conclusão. Nos últimos anos, porém, é cada vez mais comum ver programas através dos meios de comunicação utilizando a palavra otaku em seu sentido alterado, posto que a grande maioria não conhece a história do termo, e são justamente estes que recebem mais atenção da mídia. A maioria dos otakus no Brasil curtam rock.
Nenhum comentário:
Postar um comentário